quinta-feira, 17 de maio de 2007

Aquecimento global: Situação-Problema

Aquecimento global: Situação-Problema

Faça a sua parte para evitar o aquecimento global

-Use lâmpadas fluoerescentes ao invés das incandescentes.

-Deixe o carro em casa sempre que puder e use transporte público, vá a pé ou de bicicleta.

-Recicle lixo.

-Plante árvores. Muitas árvores. Elas absorvem o CO2 do ar reduzindo o efeito estufa.

-Pare de comer carne, pois só se pode criar pastagens desmatando grandes áreas verdes, e o processo digestivo do gado emite gases (flatulência) que contribuem para o efeito estufa.

-Busque ser cada vez menos dependente direta ou indiretamente de petróleo.

-Blogueiros, instalem em seus blogs o pledger interativo abaixo, para seus visitantes poderem simbolicamente prometer (pledge) fazer sua parte, como coloquei no meu blog.
Marcos mascarenhaz

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Aquecimento Global; um grande problema

O Aquecimento Global é causado pelo aumento de poluentes, principalmente de gases derivados da queima de combustíveis fósseis na atmosfera, estes gases formam uma camada de gases poluentes, eles fazem com que o calor que vem do sol, quando chega na terra, não escape, ficando preso na atmosfera, a principal evidencia do aquecimento global vem das medidas de estações meteorológicas desde 1860, mas o aquecimento verificado não foi globalmente uniforme, é muito provável que os continentes tenham aquecido mais que os oceanos .
Alguns cientistas calculam um aumento de seis graus centígrados durante este século. Se isso acontecer, as conseqüências em 2050 seriam catastróficas. Entre ela podemos citar o aumento do nível dos oceanos, crescimento e surgimento de desertos, ondas de calor, aumento de furacões, tufões e ciclones.
O tratado de Kioto, oi uma grande ajuda, pois fez com que muitos países diminuíssem a quantidade de gases poluentes emitidos, e atualmente existem muitas pesquisas para encontrar combustíveis que poluam cada vez menos, mas, no entanto, os Estados Unidos não estão no tratado, mas são responsáveis por 30% de todos os poluentes lançados na atmosfera, o que deve mudar pois o mundo todo já está sentindo as conseqüências deste descaso por parte deles.

NASA e o Aquecimento Global

Nasa observou em 2005 importante degelo na Antártica

LOS ANGELES, 15 maio 2007 (AFP) - A Nasa observou por satélite no início de 2005 um significativo degelo na Antártica, em uma zona cuja superfície era tão grande quanto a Califórnia, um dos resultados diretos do aquecimento da Terra, informou a agência espacial americana."Uma equipe da Nasa e universitários descobriram provas claras de que zonas bem importantes que estavam congeladas derreteram no oeste da Antártica em janeiro de 2005, devido às altas temperaturas", de acordo com nota do Jet Propulsion Laboratory (JPL), unidade da Nasa com sede em Pasadena, ao oeste da Califórnia.Este degelo "é o mais importante observado pelos satélites nestas três últimas décadas. No total, as regiões afetadas cobrem uma superfície tão grande como a do estado americano da Califórnia, ou seja, cerca de 400.000 km2"."O degelo observado aconteceu em várias regiões distintas e, além dos limites, em latitudes e altitudes elevadas, onde um degelo parecia pouco provável", disseram os cientistas na nota à imprensa.O fenômeno é o resultado das temperaturas particularmente altas registradas no início de 2005, em pleno verão austral, chegando a até 5°C e permanecendo acima de zero durante uma semana nestas zonas observadas.A Nasa ressaltou, porém, que "o degelo de 2005 (...) não durou o tempo suficiente para que a água chegasse ao oceano", ou passasse pelas grandes geleiras, com a possibilidade de provocar a queda de enormes pedaços de gelo no mar e, ao mesmo tempo, fazendo subir o nível das águas.

os sinais do apocalipse

O aquecimento global fez diminuir em 20% a calota polar ártica nas últimas três décadas, reduzindo o território de caça dos ursos-polares. Muitos deles ficaram sem alimento. A mudança radical de seu habitat provocada pelo homem está custando caro aos ursos. Recentemente, no Mar de Beaufort, no Alasca, pesquisadores americanos que há 24 anos estudam a região identificaram um caso inédito de canibalismo na espécie: duas fêmeas, um macho jovem e um filhote foram atacados e comidos por um grupo de machos. Estimativas apontam que os ursos-polares podem desaparecer em vinte anos.

Já começou a catástrofe causada pelo aquecimento global, que se esperava para daqui a trinta ou quarenta anos. A ciência não sabe como reverter seus efeitos. A saída para a geração que quase destruiu a espaçonave Terra é adaptar-se a furacões, secas, inundações e incêndios florestais.

A história do relacionamento entre o homem e a natureza é marcada pelo livro Silent Spring (Primavera Silenciosa), de 1962. Nessa obra seminal, a bióloga americana Rachel Carson alertou pela primeira vez para os perigos do uso indiscriminado de pesticidas, até então encarados pela maioria das pessoas como uma bênção da ciência para solucionar o problema da fome. A descrição dramática feita por ela das primaveras "sem cantos de pássaros" sacudiu a consciência das pessoas em escala mundial e serviu de ponto de partida para o moderno movimento ambientalista. A nova consciência ecológica abriu caminho para leis de controle dos pesticidas e para acordos internacionais sobre o meio ambiente, como o que baniu a produção de químicos responsáveis pela destruição da camada de ozônio. Quase cinqüenta anos depois, o entendimento sobre o fato de que "somos parte do equilíbrio natural" – como definiu a bióloga – pode nos ser útil diante de uma catástrofe global iminente provocada pelo aquecimento global. Como uma praga apocalíptica, as mudanças climáticas já semeiam furacões, incêndios florestais, enchentes e secas com tal intensidade que ninguém mais pode se considerar a salvo de ser diretamente atingido por suas conseqüências.

O primeiro estudo rigoroso sobre o aquecimento global foi realizado por cientistas da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, em 1979. De lá para cá, ambientalistas e governos debateram, quase sempre aos berros, questões que lhes pareciam básicas. Primeiro, o grau de responsabilidade da ação humana. Segundo, se os efeitos das mudanças no clima da Terra são iminentes. A terceira questão é o que pode ser feito para impedir que o problema se agrave. O debate, nos termos descritos acima, está morto e enterrado. As pesquisas convergiram, além do benefício da dúvida, para a constatação de que nenhuma influência da natureza poderia explicar aumento tão repentino da temperatura planetária. Até os mais céticos comungam agora da idéia apavorante de que a crise ambiental é real e seus efeitos, imediatos. O que divide os especialistas não é mais se o aquecimento global se abaterá sobre a natureza daqui a vinte ou trinta anos, mas como se pode escapar da armadilha que criamos para nós mesmos nesta esfera azul, pálida e frágil, que ocupa a terceira órbita em torno do Sol – a única, em todo o sistema, que fornece luz e calor nas proporções corretas para a manutenção da vida baseada no carbono, ou seja, nós, os bichos e as plantas.

A vida em uma Terra mais quente

O que fazer para sair dessa crise é bem mais controverso, apesar de ninguém ignorar que, para evitar que a situação piore, é preciso parar de bombear na atmosfera dióxido de carbono, metano e óxido nitroso. Esses gases resultantes da atividade humana formam uma espécie de cobertor em torno do planeta, impedindo que a radiação solar, refletida pela superfície em forma de calor, retorne ao espaço. É o chamado efeito estufa, e a ele se atribui a responsabilidade pelo aumento da temperatura global. Há um acordo internacional que estabelece metas de redução, o Tratado de Kioto, assinado por 163 países e rejeitado pelos Estados Unidos, precisamente o país que emite 25% de todo o gás carbônico. É mais uma razão para não esperar grande coisa de documento. "Kioto tem um grande significado simbólico, mas suas metas são muito modestas", pondera o americano Jonathan Overpeck, da Universidade do Arizona. No protocolo, que entrou em vigor no ano passado, os países se comprometeram a reduzir em 5% as emissões de CO2 em relação aos níveis de 1990. "Mesmo que todos os países interrompessem imediatamente a liberação de gases do efeito estufa", disse a VEJA o americano John Reilly, diretor do programa de mudanças climáticas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), "a atmosfera já está de tal forma impregnada que a temperatura média do globo ainda subiria por mais 1 000 anos e o nível do mar continuaria a se elevar por mais 2.000."

Na realidade, as emissões de gases estão subindo e as previsões são de mais calor. Como o aquecimento global já é inevitável, cientistas e ambientalistas têm colocado uma nova questão na linha de frente da batalha das mudanças climáticas: como se preparar e se adaptar à vida em um planeta bem mais quente. O tema central desta reportagem não é a previsão de mau tempo no futuro, ainda que este seja um de seus destaques. O que se lerá aqui diz respeito, sobretudo, ao impacto do aquecimento global que já se faz sentir no mundo atual e como teremos de aprender a viver com isso. A primeira coisa que precisa ser aprendida é como conviver com a fúria da natureza injuriada. De acordo com um levantamento da Organização das Nações Unidas, em 2005 ocorreram 360 desastres naturais, dos quais 259 diretamente relacionados ao aquecimento global. O aumento foi de 20% em relação ao ano anterior. No início do século XIX, de acordo com alguns historiadores, dificilmente havia mais de meia dúzia de eventos de grandes dimensões em um ano. No total, foram 168 inundações, 69 tornados e furacões e 22 secas que transformaram a vida de 154 milhões de pessoas.

As seis pragas do aquecimento

Seis mudanças de grandes proporções causadas pelo aquecimento global estão relacionadas a seguir. Todas estão ocorrendo agora, afetam não apenas o clima mas perturbam a vida das pessoas e têm como única previsão futura o agravamento da situação. É assustador observar que eventos assim, de dimensões ciclônicas, sejam o resultado do aumento de apenas 1 grau na temperatura média da Terra, uma fração do calor previsto para as próximas décadas.

O Ártico está derretendo – A cobertura de gelo da região no verão diminui ao ritmo constante de 8% ao ano há três décadas. No ano passado, a camada de gelo foi 20% menor em relação à de 1979, uma redução de 1,3 milhão de quilômetros quadrados, o equivalente à soma dos territórios da França, da Alemanha e do Reino Unido.

Os furacões estão mais fortes – Devido ao aquecimento das águas, a ocorrência de furacões das categorias 4 e 5 – os mais intensos da escala – dobrou nos últimos 35 anos. O furacão Katrina, que destruiu Nova Orleans, é uma amostra dessa nova realidade.

O Brasil na rota dos ciclones – Até então a salvo desse tipo de tormenta, o litoral sul do Brasil foi varrido por um forte ciclone em 2004. De lá para cá, a chegada à costa de outras tempestades similares, ainda que de menor intensidade, mostra que o problema veio para ficar.

O nível do mar subiu – A elevação desde o início do século passado está entre 8 e 20 centímetros. Em certas áreas litorâneas, como algumas ilhas do Pacífico, isso significou um avanço de 100 metros na maré alta. Um estudo da ONU estima que o nível das águas subirá 1 metro até o fim deste século. Cidades à beira-mar, como o Recife, precisarão ser protegidas por diques.

Os desertos avançam – O total de áreas atingidas por secas dobrou em trinta anos. Uma quarto da superfície do planeta é agora de desertos. Só na China, as áreas desérticas avançam 10.000 quilômetros quadrados por ano, o equivalente ao território do Líbano.

Já se contam os mortos – A Organização das Nações Unidas estima que 150.000 pessoas morrem anualmente por causa de secas, inundações e outros fatores relacionados diretamente ao aquecimento global. Em 2030, o número dobrará.

O planeta é gigante, o equilíbrio é frágil

Em escala geológica, a temperatura da Terra sempre funcionou como um relógio pontual. A cada 100.000 anos, mudanças sutis na órbita do planeta e na sua inclinação em relação ao Sol provocam uma queda na temperatura e fazem com que as massas de gelo dos pólos aumentem de tamanho e se aproximem da linha do Equador. São as glaciações. A última terminou há 10.000 anos. Foi nessa pequena janela geológica entre o fim da última era glacial e hoje, marcada por temperaturas amenas, que a humanidade desenvolveu a agricultura, construiu as cidades e viajou à Lua. Nos últimos 120 anos, com o relógio fora de ordem devido à atividade humana, a temperatura média do planeta aumentou 1 grau. Pode parecer pouco, mas mudanças climáticas dessa magnitude têm conseqüências drásticas. Há 12.000 anos, quando a temperatura média era apenas 3 graus mais baixa que a atual, uma camada de gelo cobria a Europa até a França. Uma vez alterado, o mecanismo natural do clima, dizem os cientistas, não é fácil de ser reajustado. "Ao quebrar o equilíbrio climático, a humanidade mexeu com processos que não conhece por completo e que estão fora do alcance e da capacidade da mais avançada tecnologia", analisa o geofísico Paulo Eduardo Artaxo, da Universidade de São Paulo.

Os gases responsáveis pelo aquecimento excessivo são produzidos pelos combustíveis fósseis usados nos carros, nas indústrias e nas termelétricas e pelas queimadas nas florestas. Processos naturais, como a decomposição da matéria orgânica e as erupções vulcânicas, produzem dez vezes mais gases que o homem. Por eras, garantiram sozinhos a manutenção do efeito estufa, sem o qual a vida não seria possível na Terra. Para se manter em equilíbrio climático, o planeta precisa receber a mesma quantidade de energia que envia de volta para o espaço. Se ocorrer desequilíbrio por algum motivo, o globo esquenta ou esfria até a temperatura atingir, mais uma vez, a medida exata para a troca correta de calor. O equilíbrio natural foi rompido pela revolução industrial. Desde o século XIX, as concentrações de dióxido de carbono no ar aumentaram 30%, as de metano dobraram e as de óxido nitroso subiram 15%. A última vez em que os níveis de gases do efeito estufa estiveram tão altos quanto agora foi há 3,5 milhões de anos. O ano passado foi o mais quente desde que as temperaturas começaram a ser registradas, em 1866. Pelo que se sabe, o planeta está mais quente do que já foi em qualquer momento dos últimos dois milênios. Se mantiver o ritmo atual, no fim do século a temperatura média será a mais elevada dos últimos 2 milhões de anos.

Efeito irreversível?

Sabe-se que o próximo relatório do Painel Internacional de Mudança Climática (IPCC,) das Nações Unidas, a mais respeitada autoridade em aquecimento global, a ser divulgado em 2007, depois de revisto pelos cientistas e pelos órgãos governamentais, deve estimar um aumento na temperatura média do planeta entre 2 e 4,5 graus até 2050. "Dois graus é uma barreira psicológica para os cientistas", diz Marc Lucotte, diretor do Instituto de Ciências do Ambiente da Universidade de Quebec, no Canadá. Acima desse patamar, a probabilidade de ocorrerem tragédias muito maiores que as observadas em anos recentes, como inundações, secas, ondas de calor, furacões e epidemias, aumenta muito. "Aí será tarde demais para tentar uma volta atrás", afirma o ambientalista Carlos Rittl, coordenador da campanha de clima do Greenpeace no Brasil. Na pior das hipóteses, um aumento de 4 graus iria igualar as temperaturas do Ártico aos patamares registrados há 130.000 anos, segundo um estudo feito com base em análises geológicas por cientistas da Universidade do Arizona e do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas dos Estados Unidos. Nesse passado distante, o nível dos oceanos era 6 metros mais alto e a camada de gelo do Ártico praticamente havia desaparecido. "Isso não significa que o nível do oceano subirá imediatamente a 6 metros quando o termômetro registrar um aumento de 4 graus na temperatura", disse a VEJA Jonathan Overpeck, um dos coordenadores do estudo. "Mas a partir de então o processo de derretimento dos glaciares será rápido e irreversível."

Irreversível? Muitos cientistas começam a acreditar que as mudanças climáticas chegaram a um ponto de não-retorno. Esse fenômeno leva agora o nome de tipping point, termo em inglês popularizado como título de livro por Malcolm Gladwell, escritor badalado de Nova York. Em ciência, significa o momento em que a dinâmica interna passa a encarregar-se de uma mudança iniciada previamente por forças externas. Em vários aspectos já cruzamos o limite sem volta. A limpeza da atmosfera é tarefa para gerações. O degelo nas regiões polares está além do tipping point. Obviamente, como conseqüência do volume de água do degelo, os oceanos continuarão a subir. O aquecimento dos mares alimentará novos furacões, aumentando a capacidade destrutiva desses fenômenos meteorológicos. "A violência desses desastres naturais só pode ser atenuada se houver uma redução na temperatura da água, o que parece improvável", afirma o biólogo americano Thomas Lovejoy, presidente do Centro Heinz para a Ciência, em Washington. Recentemente, Lovejoy constatou um novo efeito desastroso do excesso de gás carbônico: os mares estão ficando mais ácidos. As alterações no PH marítimo levam à redução do número de moluscos e plânctons, que estão na base da alimentação dos ecossistemas marítimos, e ameaçam aniquilar os recifes de corais. Obviamente, não há muito que se possa fazer para salvar a vida marinha.

Um pacto global pela salvação

O derretimento dos glaciares, concordam os especialistas, já atingiu dinâmica própria, impossível de ser freada. O impacto do aquecimento global pode ser percebido em toda parte, mas não há nada mais explícito que a redução das geleiras e do Ártico. Praticamente todos os glaciares da Terra estão encolhendo. Dos 150 que existiam no Glacier National Park, nos Estados Unidos, em 1880, restam cinqüenta, e a estimativa é que o último desaparecerá até 2030. O mesmo se vê nos Andes, na Patagônia e nos Alpes. Blocos de gelo do tamanho de pequenos países têm se desprendido da Antártica e boiado no Atlântico Sul até se dissolver no mar. Nos últimos cinqüenta anos, o volume de gelo no Ártico caiu quase à metade e, nessa velocidade, terá desaparecido totalmente no verão de 2080. Segundo um estudo do meteorologista americano Eric Rignot, da Nasa, o ritmo do derretimento da cobertura de gelo da Groenlândia dobrou nos últimos dez anos. Segundo o IPCC, o nível dos mares subiu entre 10 e 20 centímetros no último século. O aumento decorre da combinação do aquecimento das águas – e sua conseqüente expansão – com o derretimento do gelo nos pólos e nas montanhas. A estimativa é que suba mais 1 metro até o fim do século. Caso a camada de gelo da Groenlândia, que chega a 3,2 quilômetros de espessura em alguns pontos, derreta por completo, o nível do mar atingirá 7 metros. Cidades como Recife e Parati precisariam de diques de 8 metros de altura para sobreviver.

O cenário é adverso, mas não justifica a inércia. Os recursos para reduzir os efeitos colaterais do aquecimento são conhecidos. Basicamente, é necessário encontrar um uso mais eficiente de energia e diminuir a emissão de gases que provocam o efeito estufa. Cerca de 75% desses gases vêm do combustível fóssil utilizado na produção de energia, nas indústrias e nos automóveis. Outros 25% são provenientes das queimadas – talvez o item mais fácil de consertar. Há preocupação real entre os governos. Vários países estão reconsiderando a energia nuclear, que hoje provê 16% do total. Só a China quer construir 32 usinas até 2020. Os Estados Unidos estão interessados em produzir combustível para carros usando milho, da mesma maneira que o Brasil faz com a cana. Mas nenhum país vai muito longe porque as alternativas custam caro e os riscos para a economia são altos. Campanhas de ONGs e ambientalistas propõem que cada pessoa faça sua parte, como deixar o carro na garagem alguns dias por semana. São atitudes louváveis, mas de pouco efeito prático. "São necessárias grandes estratégias e investimentos pesados para transformar o modo como o mundo viveu nos últimos vinte anos", define o americano John Reilly, do MIT. Por isso, frear o ritmo do aquecimento global exige o envolvimento de governos. Não é o caso de pôr todos eles a negociar, como ocorreu em Kioto, e convencê-los de que é hora de ajudar o planeta. Haveria tantos interesses divergentes que um consenso seria praticamente impossível. "Na realidade, para resolver o problema do efeito estufa bastaria um acordo entre as dez ou vinte maiores economias", diz David Keith, presidente do Conselho de Energia e Meio Ambiente do Canadá. Trata-se dos maiores poluidores e também são países que têm tecnologia e dinheiro para mudar o padrão energético.

Aquecimento Global

Basicamente é um fenômeno climático de grande proporção, um aumento da temperatura média da superfície terrestre nos últimos 150 anos. Atualmente existe um debate em relação às causas deste aumento na temperatura. Já está comprovado que o aquecimento global está se agravando consideravelmente, o que se deve em grande parte as atividades humanas.

Boa parte dos cientistas afirmam que o aquecimento observado se deve ao aumento da concentração de poluentes antropogênicos (provocados pelo homem) na atmosfera que causa o agravamento do efeito estufa. A principal evidência do aquecimento global vem sendo as altas temperaturas registradas em todo o mundo e a mudança brusca da temperatura. No inicio de 2007 as temperatura já bateram recordes.

O aquecimento global vem sendo apontado como o elemento agravante das forças dos furacões, do derretimento das calotas polares, enchentes em várias partes do planeta, etc. Várias manifestações estão sendo feitas contra o aquecimento global, uma das mais chamativas foi realizada no dia 01 de fevereiro de 2007, em Paris, França.

Onde milhares de pessoas se reuniram diante da Torre Eiffel aguardando o lançamento oficial do estudo da ONU sobre o aquecimento global. Sabe-se que a França é conhecida como a “Cidade Luz”, para chamar a atenção do mundo em relação a economizar energia, a Torre Eiffel e vários outros monumentos foram apagados por 5 minutos. Tentando dessa forma mostra as pessoas de que é dever de cada cidadão preservar a natureza e a matéria-prima dada por ela, pois o exemplo deve partir de dentro de casa.

terça-feira, 15 de maio de 2007

Situação-Problema

Qual a relação direta entre a criação de gado bovino, efeito estufa e aquecimento global?

O gado esquenta o mundo

Por Mário Osava*A pecuária é uma das maiores fontes de gases causadores do efeito estufa no Brasil, que possui o segundo rebanho bovino do mundo, depois da Índia.Rio de Janeiro - O Brasil poderia reduzir boa parte de sua responsabilidade no aquecimento da Terra apenas melhorando sua atividade pecuária. Os ruminantes herbívoros, como os bovinos, produzem grande quantidade de metano, um dos principais causadores do efeito estufa. O Brasil possui o segundo rebanho bovino do mundo, depois da Índia, com mais de 160 milhões de cabeças, quantidade equivalente à sua população e suficiente para inundar o mercado internacional de carne e leite, se sua produtividade não fosse baixa. No Brasil, ainda está em elaboração inventário de emissões dos distintos gases, mas, sabe-se que a pecuária é uma das maiores fontes, depois da queima de florestas. O gado contribui com 29% do volume de metano emitido no território brasileiro, seja pela fermentação no processo digestivo ou pelos dejetos, explicou à IPS Magda Lima, coordenadora do inventário dessa área. Esse gás também é produzido por combustíveis fósseis, pela agricultura, por resíduos e processos naturais dos pântanos, por exemplo. Além dos animais ruminantes, o cultivo de arroz em zonas alagadas é outra fonte, concentrada na Ásia em 90%. As emissões de gases pelo gado no mundo somam cerca de 94 teragramas (Tg=milhões de toneladas) por ano, e o Brasil contribuiu com 9,97% do total entre 1986 e 1995, segundo cálculos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), onde Magda trabalha. No entanto, essa participação poderia diminuir, já que o país não necessita de tanto gado para manter sua produção anual de alimentos. No caso do leite, por exemplo, bastaria um quinto do número existente de vacas, afirma a pesquisadora. Isto seria possível se o Brasil alcançasse a produtividade da Austrália e da Nova Zelândia, acrescenta Paulo Machado, professor da Escola de Agronomia da Universidade de São Paulo (USP), que dá assessoria à Associação Brasileira de Criadores de Gado Holandês. Com vacas como as dos Estados Unidos, que produzem sete toneladas anuais de leite, seria possível reduzir o rebanho leiteiro brasileiro a um décimo do seu número atual, acrescenta o pesquisador. A tendência é uma redução drástica na quantidade de animais, embora, no momento, seja lenta e, num futuro não muito longe, o consumo de leite dobre, acrescenta o professor. Para isso deverá contribuir um Programa Nacional de Qualidade, anunciado pelo governo. Embora admitindo o excesso de gado no Brasil e sua responsabilidade no efeito estufa, o professor Machado destaca a importância dos animais, capazes de transformar pastagens e outros vegetais não comestíveis pelo ser humano em alimentos nobres, como carne e leite, e em matérias-primas, como o couro. Porém, o gado não gera apenas o gás que contribui para esquentar a Terra. No Brasil, também está associado ao maior problema ambiental nacional, os incêndios florestais e a forte concentração da propriedade rural, fonte de graves conflitos sociais. Em muitos casos, especialmente na fronteira agrícola, queima-se as florestas para dar lugar a pastagens e nela instala-se e abandona-se milhões de reses, apenas para assegurar a posse de grandes extensões de terra, como um sinal de ocupação. A produção de carne e leite não é o objetivo principal. Isto é o que mais preocupa ambientalistas como Rubens Born, diretor da organização não-governamental Vitae Civilis: o gado como agente das queimadas na Amazônia, que geram as maiores emissões de gases no Brasil, neste caso o dióxido de carbono, principal responsável pelo efeito estufa. Born, que participou em Haia da conferência das Partes da Convenção Marco sobre Alteração Climática, prefere esperar a conclusão do inventário nacional para ter uma idéia mais precisa da responsabilidade proporcional do metano bovino.
Aydar

Europa e o Aquecimento Global

Aquecimento Global na Europa

Dez centrais elétricas alemãs e outras dez britânicas estão entre as 30 mais poluentes da Europa, segundo uma classificação elaborada pela organização internacional de defesa do meio ambiente World Wide Foundation (WWF). A lista, chamada Dirty Thirty (as 30 sujas), publicada nesta quinta-feira, em Genebra, leva em conta as emissões feitas por estas instalações de dióxido de carbono (CO2), um dos principais gases-estufa.
Duas centrais gregas, Agios Dimitrios e Kardia, estão no topo desta lista, seguidas de cinco alemãs. Em 2006, informa o WWF em um comunicado, as Dirty Thirty, instaladas em sete países do bloco, emitiram 339 milhões de toneladas de CO2, isto é, "10% do total das emissões de toda a União Européia".
Segundo a ONG, todas as centrais desta classificação, exceto duas, funcionam com carvão, enquanto as 12 primeiras utilizam linhito, uma forma de carvão com concentração de até 80% de carbono. Na maior parte dos casos, estas centrais entraram em funcionamento nos anos 60, explica a organização de defesa do meio ambiente.
Paralelamente, destaca que são quatro os grupos elétricos que possuem mais da metade das 30 centrais mais contaminantes da Europa: o alemão RWE, o sueco Vattenfall, o francês EDF, que opera tanto na Grã-Bretanha quanto na Polônia, e o alemão EON. "Não podemos tolerar um setor energético no qual o mais poluente se torna o mais rico", condenou Stephan Singer, encarregado do programa Clima-Energia do WWF.
Singer pediu à União Européia que se empenhe para garantir que só os grupos que trabalham com centrais elétricas respeitosas ao meio ambiente possam receber ajuda dos Estados. A ONG reivindicou ainda um sistema de ajuda por cotas de CO2 mais exigente que o atual no âmbito dos 27 países da UE para estimular o investimento em tecnologias "limpas". Segundo o WWF, esta é a única forma de se alcançar o objetivo do bloco de reduzir suas emissões de gases-estufa entre 20% e 30% até 2020.

Ícaro

O impacto do aquecimento global

O impacto do aquecimento global

Nos últimos 425.000 anos, a terra passou por quatro eras glaciais pontuadas por períodos breves de aquecimento. Estamos, no momento, em um desses períodos quentes. A tendência deste século tem sido de temperatura global geralmente em elevação. O consenso entre os meteorologistas é de que haverá um aumento continuado durante o resto deste século. OK. Mas qual é o problema? Um clima um pouco mais quente será ruim para alguém? Na realidade, para pessoas que moram em climas frios, um aquecimento global pode ser uma coisa boa. Em algumas parte do mundo, a época de plantio e germinação poderia tornar-se mais longa e a terra agrícola mais produtiva.
Sim, mas há o lado negativo do aquecimento global. Aqui estão alguns dos problemas.
Mudanças no nível do mar
Na época da última era glacial, 18.000 anos atrás, os oceanos eram cerca de 120 metros mais baixos do que são hoje. Grandes quantias de água estavam na terra em forma de geleiras que cobriam uma grande parte da América do Norte, da Europa e da Ásia.
O Mar do Norte e o Mar do Báltico eram, na sua maior parte, terra. O estreito de Bering que agora separa a Sibéria do Alaska também estava acima do nível do mar. Acredita-se que as pessoas andaram por essa ponte de terra e povoaram as Américas pela primeira vez na história humana.
À medida que a era glacial terminou, a maioria das geleiras derreteu e sua água voltou para os oceanos. Os níveis do mar aumentaram. Um outro fator que afeta o nível do mar é a temperatura da água. A água, como a maioria das substâncias, se expande, à medida que é aquecida. A água do mar expandida tem um volume maior que contribui para elevar os mares.
Imagem baseada em dados do Painel intergovernamental sobre mudança de clima (IPCC, Intergovernmental Panel on Climate Change).
Se olharmos para o passado recente, veremos uma elevação contínua nos níveis do mar. O gráfico mostra níveis do mar em três locais na Europa nos últimos 300 anos. Durante esse período, o nível do mar aumentou 100 milímetros ou mais. Mas a elevação no nível do mar não é a mesma em todas as partes do mundo. Em alguns lugares, o nível do mar está, na realidade, caindo, como mostra o mapa Elevação e queda do nível do mar no mundo.
Isso pode soar estranho. Se todos os oceanos estão ligados, como o nível pode ser diferente de um lugar para outro? Na realidade, pode. O nível do mar é afetado localmente por correntes, ventos, taxa de fluxo de água da terra para os oceanos, pressão do ar e marés. Mas, principalmente, é nossa definição de nível do mar. Estamos medindo o "nível do mar relativo", que é o nível do mar relativo à terra próxima. A terra pode estar subindo ou caindo. Por exemplo, a área em torno do Delta do Mississipi, em que o rio esvazia para o Golfo do México, está sendo reduzida. A terra é feita de sedimentos recentemente depositados que estão sedimentando. Muitas áreas que estavam cobertas pelas geleiras da última era glacial estão subindo, já que o peso do gelo foi retirado. Lugares na costa sudeste do Alaska estão passando por um nível do mar em queda. Isso também é verdade para muitos portos na Escandinávia.
Mais de 100 milhões de pessoas vivem em terras que ficam até a um metro do nível do mar. Alguns países-ilha, como Seychelles, próximo à costa Leste da África estão, em sua maior parte, menos de um metro acima do nível do mar. É estimado que um aumento de um metro colocaria metade da terra de Bangladesh sob as águas. Embora haja variações locais no nível do mar, a principal questão é o que está acontecendo ao volume de água oceânica no mundo todo. O principal fator determinante é a quantidade de água nas geleiras na terra, especialmente na Groenlândia e na Antártica.
O que acontecerá em seguida?
Embora as geleiras da era glacial tenham, em sua maioria, derretido, a Groenlândia e a Antártica permanecem cobertas com gelo de 2000 a 4000 metros de espessura. O destino desses pacotes de gelo terá um impacto significativo nos níveis do mar no futuro. O IPCC informou em 2001 que espera um aumento no nível do mar até 2100, devido a derretimento de geleiras de até 66 cm. Em um relatório de 2002, os pesquisadores da Universidade de Colorado, EUA, analisaram a taxa de derretimento de geleiras no mundo. Eles calcularam que as geleiras estão derretendo mais rápido do que anteriormente previsto e que até 2100 o nível do mar poderia aumentar até 89 cm. Mas estudos mais recentes levantaram dúvidas sobre essas previsões. Dois estudos informados em 2005 mostraram que durante o período de 1992 a 2003, a queda de neve aumentou em grandes partes dos interiores da Antártica e da Groenlândia. As geleiras estão derretendo nas bordas, mas estão ficando espessas no interior. A questão é como essas tendências contraditórias irão se equilibrar.
Esta imagem de satélite da Groenlândia mostra alterações na espessura do gelo. As áreas azuis estão ficando mais finas. As áreas cinza e amarela estão ficando mais espessar. As áreas cinza-escuro nas bordas da massa de terra não estão cobertas pela geleira. A imagem é baseada em pesquisas de satélite da Groenlândia feitas durante os anos 90. Esse estudo da NASA indica uma perda líquida de gelo na Groenlândia, mas um estudo de 2005 por uma equipe de pesquisadores liderados por Ola M. Johannessen da Universidade de Bergen, Noruega, descobriu que o espessamento da camada de gelo longe das bordas foi grande o suficiente para que houvesse um ganho líquido em volume de gelo de ano para ano. Mas, mesmo estudos mais recentes indicam que há, agora, uma perda líquida de massa de gelo de ano para ano.


Um relatório especial no número de 24 de março de 2006 de Ciências inclui vários estudos que apontam para uma perda cada vez mais rápida de folhas de gelo do mundo. Especificamente, descobriu-se que o movimento das geleiras da Antártica e da Groenlândia na direção do mar está se acelerando. Isso certamente resultará em perda mais rápida dessas camadas de gelo e, conseqüentemente, em elevação mais rápida dos níveis do mar.
Mudanças na precipitação
Nos últimos 100 anos, muitas áreas secas se tornaram ainda mais secas e áreas molhadas se tornaram mais molhadas. Muitos registros de clima de longa duração têm sido quebrados, nos últimos anos. Em 1992, os rios Danúbio e Elba arrebentaram seus bancos na Europa Central. As partes do sul do Saara não estavam tão secas desde 1990 e na parte ocidental dos EUA, uma seca de três anos continuava e tornava-se mais severa.
Imagem baseada em dados do Painel intergovernamental sobre mudança de clima (IPCC, Intergovernmental Panel on Climate Change).
Tempestades tropicais
Tempestades tropicais se formam sobre águas quentes do oceano, próximo ao Equador. Águas mais quentes resultam em mais tempestades e em tempestades mais intensas. Em anos recentes, tem havido um aumento tanto no número quanto na gravidade de tempestades tropicais. A estação de furacões no Atlântico em 2005 foi especialmente devastadora, tendo três deles — Katrina, Rita e Wilma — provocado enormes estragos nos Estados Unidos e no México.
A passagem das tempestades tropicais do Atlântico é considerada como sendo de junho a novembro. Mas, em 2005, a tempestade tropical Zeta, a tempestade final da passagem do furacão, se formou no fim de dezembro durou até janeiro de 2006. É tentador atribuir o aumento na atividade de tempestades ao aumento das temperaturas globais. Pode ser o caso, mas a situação é mais complicada. Houve ciclos de intensidade e freqüência de tempestades no passado. Dos anos trinta aos anos cinqüenta, foi um período de maior atividade de tempestades. Depois, houve várias décadas de calmaria relativa e, em seguida, o período de maior atividade que estamos tendo hoje. Esses ciclos ocorrem devido a mudanças nas precipitações, nas correntes e na salinidade do oceano. Portanto, há duas tendências, uma cíclica e a outra de longo prazo. Mesmo se a atividade de tempestades diminuir e fluir, como no passado, oceanos mais quentes provavelmente resultam em mais tempestades e em tempestades mais intensas. As partes quietas do ciclo não serão tão calmas quanto no passado. Os períodos ativos provavelmente serão piores. As pessoas, em algumas partes do mundo, estão em perigo específico com relação a tempestades em combinação com aumento nos níveis do mar. O Golfo do México e a Baía de Bengala são lugares em que o nível do mar relativo está aumentando mais rapidamente. Eles também estão sujeitos a tempestades tropicais freqüentes.
O aquecimento global pode provocar resfriamento?
Enquanto muitas partes do mundo podem esperar um clima mais quente, o aquecimento global pode ter o efeito oposto em alguns lugares. A Europa Ocidental é muito quente para sua latitude. Isso ocorre porque a Corrente do Golfo, uma corrente oceânica quente, atinge o Atlântico Norte. O vento que passa pelas águas quentes e para a terra tem um efeito moderador no clima. Por exemplo, a temperatura média do inverno de Londres, na Inglaterra é de cerca de 4°C. Calgary, na parte ocidental do Canadá está a cerca da mesma latitude, mas tem uma temperatura média no inverno de -9°C. A parte norueguesa do porto de Tromso e a cidade portuária russa de Murmansk não tem gelo durante o ano todo, muito embora estejam no Ártico. A Corrente do Golfo faz parte de uma circulação mundial de águas oceânicas conhecida como a circulação termohalina. "Termo" refere-se à temperatura e "halina" à salinidade. Tanto a temperatura como a salinidade afetam a densidade da água.

Circulação termohalina


Clique para ver uma animação.
Este é um diagrama simplificado da circulação termohalina global. As correntes da superfície carregam água quente, enquanto correntes profundas são frias. A corrente quente que atinge o Atlântico Norte é chamada de Corrente do Golfo. Ela é responsável por manter a Europa Ocidental relativamente quente.
Cortesia da imagem NOAA.
À medida que a Corrente do Golfo flui para o Norte, a água evapora. Isso provoca um aumento na salinidade, pois a mesma quantia de sal existe, agora em menos água. Ao mesmo tempo, as águas são resfriadas.
A maior salinidade e a temperatura reduzida resultam em que a água se torna mais densa. A água mais densa afunda e flui para o Sul. O que isso tem a ver com aquecimento global? O derretimento do gelo no Ártico está adicionando água fresca ao Atlântico Norte. Isso quer dizer que as águas nas latitudes do Norte estão se tornando menos densas e, portanto, menos propensas a afundar. O resultado pode ser uma redução na taxa de fluxo das correntes. Um fluxo reduzido da Corrente do Golfo teria menos efeito de aquecimento na Europa Ocidental. Há algumas previsões de que a circulação termohalina poderia parar de repente, provocando uma queda de temperatura de cerca de 8°C na Europa Ocidental em questão de algumas décadas. A maioria dos meteorologistas pensam que isso é pouco provável. Mas pode haver uma redução da circulação, resultando em um certo efeito resfriador. Mas, como a temperatura global está aumentando, o efeito líquido pode ser que a Europa Ocidental continue a mesma, ou fique apenas um pouco mais quente. Como o clima é muito complicado, é difícil fazer previsões precisas. Tendências específicas são conhecidas, mas como elas interagem entre si é menos certo.

O que podemos esperar?

O sistema climático do mundo é complicado. É difícil fazer previsões precisas. Mas as tendências futuras estão se tornando cada vez mais claras: aumento dos níveis do mar, tempestades mais freqüentes e mais intensas, maior seca em muitas partes já secas do mundo.

Samuel mathias

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Brasil e aquecimento global

Aquecimento Global - efeitos no Brasil
Neste final de semana a revista Veja vem com uma matéria sobre "previsões do impacto do aquecimento global no país até o fim deste século". A matéria é baseada em um relatório que deverá ser apresentado pelo INPE nesta semana.Segundo a matéria a temperatura média no Brasil pode aumentar até 4 graus Celsius. Em regiões como a Amazônia o aumento poderá ser de até 8 graus, o que transformaria partes de floresta tropical em cerrado, e poderia comprometer dezenas de espécies. Ainda diz que o aumento de nível do Oceano Atlântico poderia destruir algumas construções no litoral do Rio, Recife e Salvador. Isso só para citar alguns dos efeitos negativos previstos, porque a lista é grande...Mas o que me surpreendeu na matéria foi seu fechamento. A revista termina perguntando o que nós, brasileiros, podemos fazer diante desta situação. E a resposta é dada: "Individualmente, muito pouco. Apenas exigir que o governo se preocupe com o assunto e procure soluções para amenizar os efeitos do aquecimento global no país.".Será mesmo que só nos resta cobrar o governo e virar as costas para o assunto? Acho que não.Eu e você somos os principais culpados desta situação, mesmo sem saber. Só para falar de desperdício de energia: na própria revista Veja da semana anterior mostraram um "ranking do desperdício" em que o setor público respondia por apenas 10% do consumo, enquanto as nossas residências respondiam por 25%. E o desperdício de água, substância que poderá se tornar rara e cara daqui algumas décadas: ouvi na rádio CBN que quando compramos um único frango estamos contribuindo para o desperdício de 300 litros d'água envolvidos em toda a criação, preparação e industrialização deste frango até chegar às nossas mesas.Hoje notei cartazes colados na frente de duas oficinas mecânicas oferecendo a transformação de motores a gasolina em "flex", para poderem aceitar também álcool. O mote da propaganda era "economize até 50% com combustível". Se esta fosse realmente uma sociedade evoluída e consciente, no cartaz estaria escrito: "ajude a reduzir as emissões de gases na atmosfera" como o mote principal.Um dia chegamos lá... só espero que antes da temperatura média aumentar 8 graus. :-(

EUA e o aquecimento global

Estados Unidos querem vetar declaração sobre aquecimento global.

Os Estados Unidos estão a tentar incluir uma declaração sobre o aquecimento global - a ser tratada na cúpula dos G8, em Junho - que vai entrar em rota de colisão com a anfitriã Alemanha, soube a Reuters por fontes próximas às negociações

Catastrófes do aquecimento global

O que podemos fazer para evitar o aquecimento global?

O dia 16 de fevereiro deste ano foi comemorado por ativistas do mundo inteiro. Esta data ficou marcada como o início de uma nova era na luta pelo controle do aquecimento global causado pela emissão de gases poluentes na atmosfera. Entrou em vigor o Protocolo de Kyoto.
Muitas pessoas não levam o efeito estufa a sério porque não vêem ou sentem suas conseqüências nitidamente. Entretanto, nos grandes centros urbanos, onde a poluição atmosférica está mais concentrada, os problemas de saúde ligados ao sistema respiratório têm evoluído consideravelmente. Outro fator importante é a detecção de um aumento de aproximadamente 1ºC na temperatura média global nos últimos cem anos, o que pode estar diretamente relacionado à emissão de carbono na atmosfera. Esse aquecimento já mostra efeitos em regiões mais frias do globo, como o recuo das geleiras nas regiões polares, que pode causar uma elevação do nível médio dos oceanos e, conseqüentemente, o alagamento de áreas densamente povoadas.
Com a ratificação da Rússia, o tratado entrou em vigor contando com 55% das nações desenvolvidas. Mesmo sem o apoio de alguns países, como os EUA — que, sozinhos, são responsáveis por 25% da poluição mundial —, o Protocolo de Kyoto se concretizou e, finalmente, tem valor legal. Aqueles que não atingirem a meta de redução prevista serão penalizados.
141 países assumiram o compromisso de reduzir a liberação de gases que causam o efeito estufa em pelo menos 5,2% até o período até 2012, percentual estabelecido com base na emissão de 1990. Sabemos que isso está longe de ser o ideal, mas o primeiro passo é sempre o mais difícil, e agora o caminho está aberto.
A jornada para salvar o planeta e dar melhores condições de vida aos futuros moradores da Terra foi iniciada. É preciso fazer algo antes que o aquecimento global tenha conseqüências catastróficas.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

AQUECIMENTO GLOBAL

O Que é aquecimento global?

O aquecimento global é um fenômeno climático de larga extensão — um aumento da temperatura média da superfície da Terra que vem acontecendo nos últimos 150 anos. Entretanto, o significado deste aumento de temperatura ainda é objeto de muitos debates entre os cientistas.

Quais são as causas desse fenômeno?

Causas naturais ou antropogénicas (provocadas pelo homem) têm sido propostas para explicar o fenômeno.

Qual é a opinião de cientistas sobre esse assunto? E qual a relação dos seres humanos com esse assunto?

Recentemente, muitos meteorologistas e climatólogos têm afirmado publicamente que consideram provado que a ação humana realmente está influenciando na ocorrência do fenômeno. O IPCC (Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas, estabelecido pelas Nações Unidas e pela Organização Meteorológica Mundial em 1988) no seu relatório mais recente diz que a maioria do aquecimento observado durante os últimos 50 anos se deve muito provavelmente a um aumento do efeito de estufa, havendo evidência forte de que a maioria do aquecimento seja devido a atividades humanas (incluindo, para além do aumento de gases de estufa, outras alterações como, por exemplo, as devidas a um maior uso de águas subterrâneas e de solo para a agricultura industrial e a um maior consumo energético e poluição).

vitor cunha fontes

O que é efeito estufa?

O efeito estufa (ou efeito de estufa, como se diz em Portugal) é um processo que acontece quando uma parcela dos raios infravermelhos refletidos pela superfície terrestre é absorvida por determinados gases presentes na atmosfera. Como conseqüência disso, a temperatura da Terra permanece maior do que seria na ausência desse gases. O efeito estufa dentro de uma determinada faixa é de vital importância pois, sem ele, a vida como a conhecemos não poderia existir.
O que se pode tornar catastrófico é a ocorrência de um agravamento do efeito estufa que desestabilize o equilíbrio energético no planeta e origine um fenômeno conhecido como aquecimento global.

Onde podemos evidenciar o aquecimento global?

A principal evidência do aquecimento global vem das medidas de temperatura de estações meteorológicas em todo o globo desde 1860. Os dados com a correcção dos efeitos de "ilhas urbanas" mostra que o aumento médio da temperatura foi de 0.6 ± 0.2 ºC durante o século XX. Os maiores aumentos foram em dois períodos: 1910 a 1945 e 1976 a 2000. De 1945 a 1976, houve um arrefecimento que fez com que temporariamente a comunidade científica suspeitasse que estava a ocorrer um arrefecimento global. O aquecimento verificado não foi globalmente uniforme. Durante as últimas décadas, foi em geral superior entre as latitudes de 40°N e 70°N, embora em algumas áreas, como a do Oceano Atlântico Norte, tenha havido um arrefecimento. É muito provável que os continentes tenham aquecido mais do que os oceanos. Há, no entanto que referir que alguns estudos parecem indicar que a variação em irradiação solar pode ter contribuído em cerca de 45–50% para o aquecimento global ocorrido entre 1900 e 2000.

Evidências secundárias são obtidas através da observação das variações da cobertura de neve das montanhas e de áreas geladas, do aumento do nível global dos mares, do aumento das precipitações, da cobertura de nuvens, do El Niño e outros eventos extremos de mau tempo durante o século XX.

Por exemplo, dados de satélite mostram uma diminuição de 10% na área que é coberta por neve desde os anos 60. A área da cobertura de gelo no hemisfério norte na primavera e verão também diminuiu em cerca de 10% a 15% desde 1950 e houve retracção os glaciares e da cobertura de neve das montanhas em regiões não polares durante todo o século XX. No entanto, a retracção dos glaciares na Europa já ocorre desde a era Napoleónica e, no Hemisfério Sul, durante os últimos 35 anos, o derretimento apenas aconteceu em cerca de 2% da Antártida; nos restantes 98%, houve um esfriamento e a IPPC estima que a massa da neve deverá aumentar durante este século. Durante as décadas de 1930 e 1940, em que a temperatura de toda a região ártica era superior à de hoje, a retracção dos glaciares na Gronelândia era maior do que a actual. A diminuição da área dos glaciares ocorrida nos últimos 40 anos, deu-se essencialmente no Ártico, na Rússia e na América do Norte; na Eurásia (no conjunto Europa e Ásia), houve de facto um aumento da área dos glaciares, que se pensa ser devido a um aumento de precipitação.

Quais os fatores responsaveis pelos furacões?

Estudos divulgados em Abril de 2004 procuraram demonstrar que a maior intensidade das tempestades estava relacionada com o aumento da temperatura da superfície da faixa tropical do Atlântico. Esses fatores teriam sido responsáveis, em grande parte, pela violenta temporada de furacões registrada nos Estados Unidos, México e países do Caribe. No entanto, enquanto, por exemplo, no período de quarto-século de 1945-1969, em que ocorreu um ligeiro arrefecimento global, houve 80 furacões principais no Atlântico, no período de 1970-1994, quando o globo se submetia a uma tendência de aquecimento, houve apenas 38 furacões principais. O que indica que a actividade dos furacões não segue necessariamente as tendências médias globais da temperatura. joseph